miércoles, 6 de octubre de 2010

Un artículo de Leonardo Boff

Reproduzco un artículo de Leonardo Boff publicado en Adital:


Marina Silva pode reforçar o projeto do novo Brasil

Leonardo Boff *
Adital -

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros, mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?
É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.
Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as "humilhadas e ofendidas" e consideradas "zeros econômicos" pelo pouco que produzem e consomem.
Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi uma virada de magnitude histórica. 
Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.
O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluídos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.
Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo, pois sempre se atém aos ditames dos países centrais.
José Serra do PSDB representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.
O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora.
Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.
Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões, e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres, nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular, pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida, pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.
Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.
É aqui que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental. Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

* Teólogo, filósofo e escritor





martes, 5 de octubre de 2010

Boludear, conjugación en portugués

Cambiando compeltamente el ángulo por un rato, mi amiga Débora, que se encantó con la palabra boludo y derivados, y sobre todo con la capacidad de agarrar una palabra de estas y transformarla en verbo, me manda las primeras reglas de conjugación del verbo boludear en portugués:

Boludear, verbo transitivo indireto

Eu boludeio
Tu boludeias
Ele (a) boludeia
Nós boludeamos
Vós boludeais
Eles (as) boludeiam
Você boludeia
Vocês boludeiam

Obrigado Dê pela contribuição!

lunes, 4 de octubre de 2010

De un comment a Diario Registrado!!!

Vengo con toda la motivación para intentar entender qué fue lo que pasó ayer en las elecciones aquí. Buscando data, leyendo diarios y blogs... rutinariamente visito Ramble Tamble, el blog de Artemio Lopez, y a veces hago un comentario sobre algo que está ahí. El de hoy parece que tuvo algún interés, ya que Artemio tuvo la amabilidad de pasarlo a post. Lo que no deja de sorprenderme es que de ahí salte a Diario Registrado, un diario online bastante leído en el ambiente de la blogósfera Nac&Pop. Si hubiera sabido hubiera escrito un texto más cuidado, ja!

Elecciones en Brasil

A las 11 de la mañana del 4 de octubre de 2010, con el 99% de los votos contados, el resultado de las elecciones presidenciales en Brasil se consolida así:


Debido a la campaña y contracampaña mediática contra Dilma (ver aquí), se creó una fuerte expectativa sobre la posibilidad de que Dilma fuese elegida en el primer turno. Sin embargo, el margen de Dilma sobre el 50% de los votos válidos venía disminuyendo, probablemente producto de la campaña sucia del PIG (nuevamente ver aquí). Una de las cosas que pegó fuerte en el último día de campaña fue la entrada por la ventana (mi impresión es que muy bien articulada, a pesar de que no se sabe bien quién lo organizó) de grupos religiosos católicos y evangélicos de derecha. Como fue previsto (nuevamente aquí, disculpen ser tan autoreferencial) Dilma fue mostrada en las últimas horas como una mujer despiadada, tramposa... una asesina en potencial, relato este potenciado por declaraciones falsas en favor del aborto. Pero no desde la prensa PIG: desde los púlpitos de innúmeros templos e iglesias en cada barrio urbano o cada distrito rural. La bala de plata apuntó a la emotividad y el sentimiento religioso predominante en la clase C, como bien describe hoy la Folha de São Paulo.

De todas maneras, para no perder la perspectiva debe ser dicho que casi la mitad de los brasileros le dieron una reválida a este rumbo político iniciado 8 años atrás, eligiendo 12 gobernadores de partidos aliados al PT (un muy buen análisis de Emir Sader aquí). Por estos lados, es hora de pensar críticamente, de entender y de seguir atentamente la campaña de segunda vuelta.


domingo, 3 de octubre de 2010

Elecciones en Brasil: Dilma y Serra al segundo turno

Como dice el título del post, ya está matemáticamente definido que Dilma Rousseff y José Serra disputarán el cargo de presidente en segunda vuelta. Dilma sacó una ventaja importante, sin embargo insuficiente para resolver la elección presidencial en el primer turno. Cuando termine el recuento y levante algunas otras noticias prometo un post al respecto.


sábado, 2 de octubre de 2010

Intento de golpe de estado en Ecuador

De urgencia, entre una agenda ajetreada y días y fines de semana que últimamente tienen menos horas de las que necesito, explicitar mi repudio a la tentativa de golpe de estado llevada a cabo en la República de Ecuador, contra el Presidente Constitucional de ese país, Rafael Correa.

Algunos puntos altos:

Bien Presidente Rafael Correa, poniendo el cuerpo y no negociando la democracia.

Bien Presidentes Sebastian Piñeyra y juan Manuel Santos, mostrando que las diferencias ideológicas tienen un límite.

Bien ex Presitende Nestor Kirchner, Secretário de la UNASUR, por convocar a todos los presidentes de los países miembros a reunirse de urgencia para tomar decisiones en tiempo real sobre esta situación.   

Bien TODOS los presidentes integrantes de UNASUR que asistieron a la cita.


miércoles, 29 de septiembre de 2010

São José dos Campos: uno de los PBIs municipales más altos de América Latina

Entre el lunes y hoy estuve (por razones de trabajo) en São José dos Campos, ciudad del llamado Vale do Paraiba. Conocí la región unos 10 años atrás cuando fui invitado a ver un rodeo (esto merecerá otro post) y me impresionó mucho por su estilo industrial moderno: todas las compañias nucleadas ahí tienen un perfil de productos altísima tecnología, generalmente con un altísimo grado de producción de tecnología propia, casi nada comprado "llave en mano". El lugar literalmente tuvo un crecimiento literalmente explosivo. Las fábricas consisten actualmente en grandes "naves" o galpones modernos en medio de jardines y reservas, salpicados aquí o allí de un u otro pequeño "campus" universitario o instituto de pesquisa. Yo justamente estuve en el campus de la UNIFESP - São José dos Campos, con perspectivas y un plan de desarrollo más que interesante.

Entre empresas e instituciones en São José dos Campos se pueden citar: Panasonic, Johnson & Johnson, General Motors (GM), Petrobras, Ericsson, Monsanto, Mectron, etc. Pero una de las más interesantes, claro, es Embraer, cuya sede principal está lidnera al aeropuerto de la ciudad y al complejo  conformado por el Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), el Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), el Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), el Instituto de Estudos Avançados (IEAv), el Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), el Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), el Instituto de Fomento Industrial (IFI) y el Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCASJ).

Un par de datos:

São José dos Campos y zona de influencia tiene una población de aproximadamente 800 mil habitantes.

El PBI del municipio en 2009 fue de U$S 7,1 mil millones (un 15% mayor que el de la República del Uruguay).

El mayor aporte al PIB lo hace precisamente Embraer, la tercera mayor fabricante de aviones del planeta.

Embraer es un ejemplo de por qué vale la pena invertir en tecnología: cada año que pasa Embraer factura aproximadamente el equivalente a la inversión que el Estado Brasileiro hizo durante sus 60 ños de historia.


sábado, 25 de septiembre de 2010

El vuelo de un ornitóptero

Siguiendo las bases generales de diseño de la máquina de volar de Leonardo da Vinci, un equipo de investigadores y estudiantes de Ingeniería Aeroespacial de la University of Toronto, en Toronto - Canadá, construyó el "Snowbird", el primer ornitóptero de "tracción humana" que realmente vuela.La máquina, de 42 kg hecha de fbra de carbono, madera balsa, espuma de poliuretano y tela, voló por 19,3 segundos recorriendo una distancia de 145 m.

Lo interesante es la belleza del vuelo del aparato. Vean como "bate alas"!


Snowbird: el primer ornitóptero a tracción humana que realmente consigue volar.

Poné un poco de matemática en tu vida!

Este post es para dar un poco de respiro de las noticias políticas "del lado de acá" y "del lado de allá" (podríamos decir rayuelísticamente). Entonces desde aquí anuncio que a partir de hoy le doy entrada en el blogroll a Gaussianos, blog español de divulgación matemática, que tiene una cantidad de cosas y cositas interesantes para ver... y comenzamos transcribiendo un parrafito de un libro comentado ahi (el libro es Pasiones, piojos, dioses... y matemáticas, por Antonio J. Durán). Cito un párrafo extraído de un post de Gaussianos, a su vez extraído de Pasiones, piojos, dioses... y matemáticas:


Las picaduras del infinito

El infinito tiene poco respeto por la lógica. De hecho establece una frontera que, en cierta forma, separa las matemáticas de la lógica, o, al menos, de lo que clásicamente se ha entendido por lógica. El infinito es como un nido de víboras, y al intelecto humano le ha llevado varios milenios y muchas picaduras poder meter mano ahí.

Antonio J. Durán

Pasiones, piojos, dioses…y matemáticas


viernes, 24 de septiembre de 2010

Alguien recuerda a José Gomez Fuentes?

Hace un tiempo que vuelvo y vuelvo con un asunto que me resulta bastante incómodo (por incomprensible) en relación con el papel que están jugando periodistas importantes de los grandes medios de comunicación en la política...  Y un asunto (que no debería pasar de algo gracioso: la denuncia de la amenaza de muerte a Leuco por parte de Lucas Carrasco para levantarse una mina) me disparó la pregunta que no salía. La pregunta puede hacerse de varias maneras, pero elijo esta: estos profesionales, con una historia de prestigio (merecida o no), un capital profesional acumulado (la credibilidad es el mayor capital acumulable en este tipo de trabajo), estos tipos se sienten impunes? Creen que independientemente de lo que digan o hagan su capital profesional es eterno? No se dan cuenta de que la cotización de su palabra está cayendo violentamente? Cuanto va a valer contratarlo a Leuco dentro de dos años si sigue haciendo este tipo de cosas? y Majul? y Nelson Castro?

Recuerdo en este momento el poder enorme que tenía Mariano Grondona en plena era menemista, años noventa y... uno no era nadie si no había visto Hora Clave el jueves a la noche. Hoy Mariano Grondona es casi nadie. Pero recuerdo más: recuerdo los relatos de José Gomez Fuentes durante la guerra de Malvinas, año ´82... alguien recuerda a José Gomez Fuentes? No hubiera sido interesante hacerle un reportaje para preguntarle que pasa con un periodista que estrella su palabra contra la realidad? Alguien va a recordar a este tipo... como se llamaba? ese boludo que dijo que un blogger lo había amenazado de muerte... como era Lucas el nombre de ese tipo que escribía en ese diario...

lunes, 20 de septiembre de 2010

Elecciones en Brasil

(Este post puede ser visto también en Artepolítica:
http://artepolitica.com/comunidad/elecciones-en-brasil/)

Hace rato vengo colectando algunas informaciones y reflexionando sobre como explicar un poco el proceso político y la dinámica de las elecciones en Brasil. Primero voy a hacer una breve descripción de las figuras principales para quienes no están familiarizados con la política brasilera. Allá vamos:

Los personajes:

1. Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente de Brasil desde 2003, actualmente en su segundo periodo como Presidente, ex sindicalista del gremio de los metalúrgicos, ex preso político, fundador del Partido dos Trabalhadores (PT).

2. Dilma Rousseff: candidata a presidente por el PT, militante política de izquierda, ex guerrillera (en Brasil eso no tiene la connotación negativa que tiene en amplios sectores de la sociedad argentina: la guerrilla fue una tentativa "heroica" de resistencia contra la dictadura, si bien es ampliamante cuestionada su forma "violenta"), ex ministra del Ministério das Minas e Energia (estratégico en Brasil), gerente del Programa de Acelecação do Crescimento (PAC por sus siglas en portugués, el mayor programa de obras públicas de América Latina y uno de los mayores del mundo) y Ministra Chefe da Casa Civil (un cargo que es una especie de conjunción de Ministro del Interior y Primer Ministro) hasta abril de 2010, cargo que dejó para iniciar la campaña electoral para Presidente de la República. Como todos los militantes y simpatizantes del PT se dice que es "petista".

3. José Serra:  candidato a presidente por el Partido da Social Democrácia Brasileira (PSDB por sus siglas en portugués), exiliado político en la época de la dictadura, ex Ministro de Salud del gobierno PSDBista de Fernando Henrique Cardoso (FHC por sus siglas en portugués), ex intendente de la ciudad de São Paulo, cargo en el que no completó su período, ya que a los dos años de asumir decidió presentarse a elecciones como candidato a gobernador, elecciones que ganó por lo cual está actualmente como Gobernador de São Paulo. Como todos los militantes y simpatizantes del PSDB se dice que es PSDBista o tucano (el tucán es la mascota - símbolo del PSDB).

4. Marina Silva: candidata a presidente por el Partido Verde, ex Senadora Nacional por el estado de Acre, fue Ministra de Medio Ambiente de la administración Lula entre 2003 y 2008, habiendo renunciado por profundos desacuerdos con el Programa Amazónia Sustentável. Siempre fue una ambientalista militante, incluso dentro del Gobierno, lo que creó (desde la defensa de posiciones atendibles) situaciones bastante incómodas en el gobierno devido a su intransigencia. Cuando presentó su carta de renuncia se fue también del PT reforzando al Partido Verde, que existía de manera testimonial desde la década del ´80. Marina tiene como plataforma principal la idea de un desarrollo ambientalmente sostenible.

5. Plínio Soares de Arruda Sampáio: candidato a presidente por el Partido Socialismo e Liberação (PSOL), intelectual reconocido, fundador del PT, ex Diputado por el estado de São Paulo, se abrió del PT debido a divergencias con algunas alianzas del PT, lo que "desnaturalizaba los principios del partido".

6. Aécio Neves: ex Diputado por el estado de Minas Gerais, ex Gobernador del estado de Minas Gerais por dos períodos por el PSDB, dejó la gobernación de ese estado este año con un 75% de aprobación para candidatearse a Senador. Antes de su candidatura a Senador, fue pre-candidato a Presidente de la República por el PSDB, corrida de la que fue sacado de pista por el entonces Gobernador José Serra.  

Lula y estos personajes son (como muchos de los lectores deben saber) las principales figuras públicas de estas elecciones. Lula tiene actualmente más de un 80% de imagen positiva, llegando al octavo año de gobierno con un 75% de imagen positiva en relación a la gestión. Cuando se decidió que la candidata del PT iba a ser Dilma, uno de los grandes interrogantes fue cómo se podría transferir el caudal de prestigio a la candidata. Si bien Dilma tuvo un excelente desempeño en la gestión de los programas de energía (cambió en poco tiempo profundamente la matriz energética de Brasil) y en la gestión del PAC (una inversión total de aproximadamente 300 mil millones de dolares en infraestructura, el Programa todavía está en pleno proceso de implementación), estos programas no estaban entre los más visibles para la población a la cual el PT interpela en las elecciones. El desafío era convencer a sectores populares de que Dilma, así como había implementado el PAC y había "acabado con los cortes de luz", era capaz de continuar (sino mejorar) la performance de Lula. 

José Serra,  candidato que, con un desempeño respetable en el Ministerio de Salud de la administración FHC, supo ser una especie de "pata izquierda" de ese gobierno, prácticamente no se habla con ninguna de las figuras jerárquicas de su partido: FHC, Aécio Neves o Geraldo Alckmin (su predecesor en el gobierno del estado de São Paulo). Sin el menor carisma (problema sobre el cual Dilma también tuvo que trabajar), José Serra parece que aún en campaña electoral es incapaz de los menores gestos de simpatía. Como viene ocurriendo en la Argentina, los medios hegemónicos (principalmente los diarios Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Rede Globo, revista Veja) son opositores tout court al gobierno Lula y a cualquier variante del PT. Pertenecientes a familias de las altas burguesías paulistana y carioca, estas poderosísimas redes de medios apoyan sin dudas a José Serra, la gran esperanza blanca, y sobre todo, tienen como objetivo aniquilar la candidatura de Dilma. El gran problema para este oligopolio de medios (que en los blogs políticos ya fue bautizada como PIG (por Partido da Imprensa Golpista), es que desde marzo Dilma viene despegando a medida que el "humor social" mejora con los excelentes resultados de la economía brasilera. 

Abro un paréntesis para repasar a mano alzada algunos de datos: records de reservas, disminución consistente de la pobreza, perceptible no sólo en las estadísticas sino también en la "desfavelización" de énclaves simbólicos como la famosa Rocinha en Rio de Janeiro, por primera vez en la historia más de un 50% de la población brasilera pasó a pertenecer a la clase media, el índice de Gini disminuyó 0,05 puntos en los ultimos seis años indicando una tendencia muy consistente a revertir la brutal concentración económica, los índices de criminalidad y violencia disminuyeron significativamente, se crearon más de 300 mil empleos en los últimos 3 meses, con aproximadamente 15 millones de nuevos empleos formales creados en menos de 8 años y siguen las firmas. Cierro el paréntesis reforzando la idea de que el desempeño de la economía brasileira es indiscutible, perceptible y bastante fuera de lo común.  

Retomando: con estos resultados, el apoyo del carisma innegable de Lula, planes sociales efectivos y eficientes, e indicadores económicos como Brasil nunca tuvo antes impactando de manera directa en la vida de las personas, Dilma comenzó a disparar en las encuestas desde marzo. Cosa que, claro, comenzó a desatar una serie de locuras en los comités de campaña de Serra y de su equipo de prensa: el PIG en su conjunto. Para empeorar las cosas (desde el lado de Serra), había pocas alternativas estratégicas para desarrollar contra una candidata que viene para ser la continuación natural de tantas buenas noticias: para tener chances como candidato, Serra tenía que presentarse como la continuación erudita (esto es importante para enamorar a las elites paulistanas y cariocas) de Lula, haciendo (digamos) "científicamente" lo que Lula "por falta de formación hace intuitivamente o porque le dicen lo que tiene que hacer". Para ser más claros: la cornisa en la que debe caminar la campaña serrista es no criticar a Lula, mostrar que es oposición (aunque no se sepa muy bien a qué), decir que va a continuar con lo mismo pero haciéndolo mejor (nadie dice cómo) y dar a entender que él es el verdadero heredero de lo que Lula hace (aunque no esté de acuerdo con este gobierno, si no no sería del partido de la oposición). Claro que Lula entró activamente en campaña por Dilma. Desde hace aproximadamente un mes que Dilma tiene alrededor de un 52 - 54% de intención de votos contra un 22 - 24% de Serra, un 8% de Marina y un 10% de indecisos, lo que proyectado a un escenario electoral daria aproximadamente un 62% de los votos válidos para Dilma contra menos de un 30% para Serra, venciendo Dilma en primera vuelta... lo que se dice, una paliza de aquellas. En el medio, Serra viene cayendo para desesperación e irritación no sólo de sus correligionarios que sin estar convencidos le abrieron paso en la carrera electoral, sino también de los núcleos duros anti-PT que ven cómo su candidato entrega prácticamente votos en bandeja al PT por su propia torpeza. Estos sectores estaban comenzando a hacer crecer a Marina, quien viendo esto se lanzó a intentar lavarle la cara a su partido para poder captar votos de la derecha. Por otro lado, algunos líderes PSDBistas de otros estados están en una violenta estrategia de despegue para evitar el catastrófico efecto arrastre (para abajo). Aécio Neves camina en esta cornisa esperando que un rotundo fracaso de Serra le abra las puertas para las próximas presidenciales: aparentemente sueña con que ante ese escenario el PSDB le tienda una alfombra roja. Pero siguiendo fielmente la escuela política de su estado, hace este trabajo de una manera bastante prudente. El ejemplo extremo es el del máximo referente del PSDB del estado de Sergipe, el ex-gobernador Albano Franco, que decidió este fin de semana no acompañar a su candidato a Presidente (Serra) y por si hacía falta aclarar, salió a decir que iba a votar a Dilma (PT) para la presidencia,    

La (ya increíble) inhabilidad de Serra y su comité de campaña de revertir aunque sea mínimamente este cuadro de situación hizo que el PIG se cristalizase en una alianza y entrase de lleno en la campañacomo pocas veces se vio antes, buscando la muy mencionada "bala de plata": un dossier o algún tipo de noticia/primicia periodística que sea capaz de herir de muerte la candidatura de Dilma. Se hicieron dos ensayos consistentes hasta ahora:

1. Violación de los secretos bancarios de la hija de José Serra, Verónica Serra. El tema de los secretos bancarios es para la sociedad brasilera muy delicado: el derecho a la privacidad de los movimientos bancarios es uno de los derechos que la sociedad (y no sólo la clase media) brasilera más respeta y sobre los que más celo guarda. Probablemente porque la sociedad brasilera es altamente bancarizada, parte de la confianza en el sistema bancario se debe a que la información bancaria es considerada segura e inviolable. Cada tanto aparecen casos en los que empleados de bancos o instituciones que tienen bases de datos (por ejemplo la Receita Federal, equivalente a la AFIP) venden datos a particulares o políticos. La violación del secreto bancario es siempre una acusación muy seria. Se supo que en setiembre del año pasado, fueron vendidas informaciones sobre movimientos financieros de Verónica Serra. El PIG intentó utilizar este hecho como "bala de plata" contra Dilma, intentando convencer de que detrás de este hecho estuvo su comité de campaña. A pesar de la insistencia del oligopolio de medios para instalar este tema, el intento fracasó al comprobarse que la violación ocurrió antes de que el comité de campaña estuviese siquiera conformado y de que Dilma fuera candidata. Pero a partir de esta inforrmación, se hizo una investigación sobre violaciones de secretos bancarios en general: la más grave en terminos cuantitativos y cualitativos ocurrió en los años ´90, cuando Verónica Serra, junto con otros empresarios, compraron de manera ilegal una base de datos del Banco do Brasil (administración FHC, José Serra era Ministro) y armaron una empresa "off shore" que vendía datos bancarios y fiscales a través de un site "hospedado" en Miami. Unos 60 millones de brasileros tuvieron su seguridad fiscal y bancaria expuesta a quien quisiese pagar durante casi un mes.

2. Tráfico de influencias en la Casa Civil y la renuncia de la Ministra Erenice Guerra. Erenice Guerra se hizo cargo de la Casa Civil en abril de este año, cuando Dilma renunció para iniciar su campaña electoral. Su hijo, que ya era funcionario en otra repartición del Estado, sugirió el nombre de dos amigos para ser contratados como asesores, cosa que Erenice hizo (este es el hecho que motivó su renuncia). Estos dos hombres, comienzan a hacer circular en Brasilia la noticia de que tienen el poder de decidir la agenda de Erenice y de "empujar" proyectos desde la Casa Civil hacia el BNDES, el mayor banco gubernamental de desarrollo de América Latina. El periódico Folha de São Paulo encuentra rápidamente un testigo de este caso de corrupción: el inefable Rubnei Quincoli. Este personaje dice haber hablado con estos muchachos, quienes (dice él) le pidieron coimas para que la Casa Civil agendase reuniones en el BNDS y empujase el proyecto que él presentó para pedir financiación. El proyecto (de instalación de usinas eólicas) no cumplía ningún pre-requisito para ser analizado (por ejemplo, no tenía estudio de impacto ambiental, no había propuesta de localización, por lo que no había estudios climatológicos por lo tanto de viabilidad económica, etc). El crédito solicitado era de 9 mil millones de reales (unos 5 mil millones de dólares!!!). El curriculum de este buen hombre: un empresario exitoso? Veamos: hasta dos años atrás atendía el surtidor de una estación de servicio, fue preso in fraganti dos veces, una por portación de moneda falsa y la otra por guardar 10 toneladas de un cargamento robado. Fue preso por 10 meses por robo CON CONDENA. Ninguno de los dichos de este personaje involucrando a la ex Ministra Erenice pudo ser confirmado hasta ahora, pero eso no fue obstáculo para que la "noticia" fuese publicada, y utilizada por la campaña serrista. 

Cómo sigue esta historia? bueno, hasta ahora las dos "balas de plata" no dieron en el blanco: el electorado no mostró ninguna conmoción en relación con las denuncias, y una de ellas terminó complicando seriamente al candidato PSDBista apoyado por el PIG. En Brasil, como en Argentina, no se puede hacer campaña durante las 48 horas previas a la elección (veda electoral). Pero claro, la prensa puede lanzar al aire una "investigación periodística", que no tendrá chances de ser rebatida por el PT, durante ese periodo.  Lo que parece más probable es que se trabaje sobre una historia altamente emocional, mostrando a Dilma guerrillera armas en mano, prácticamente ultimando a una víctima. Después, probablemente, se harán reportajes emotivos a los familiares de la víctima, que llorarán en cámara y conmoverán a la audiencia presente en el estudio. Vecinos darán testimonio de la violencia de esa mujer con ambiciones sin límites,  que ahora quiere ser presidente del Brasil. Ya circulan por internet fotos trucadas de Dilma en armas, que son evidentemente globos de ensayo. Si esta historia (u otra que ocupe este lugar) tendrá llegada al electorado brasilero es una gran incógnita. Si el PT está trabajando en alguna forma efectiva de contrarestar este tipo de operativos también. Todo parece indicar que la sociedad brasilera está madura para no caer masivamente en este tipo de trampas, pero se verá el 3 de octubre.

Algunas fuentes:
Luis Nassif online (por Luis Nassif)
Escrivinhador (por Rodrigo Vianna)
Tijolaço (por Brizola Neto)
Blog do Miro (por Altamirano Borges)


martes, 7 de septiembre de 2010

Elecciones en Brasil: Dilma 56% - Serra 21%

Como ocurre en la Argentina con el tándem Clarín - La Nación, en Brasil el tándem Folha de São Paulo - Estado de São Paulo - Grupo Globo hacen campaña... negando la realidad. Las dos principales encuestadoras oídas por los politólogos del establishment brasilero son IBOPE y DataFolha (relacionadas con el tandem mencionado arriba). Vox Populi, una tercera encuestadora vinculada al grupo de comunicaciones Bandeirantes, viene tirando data que muestra que el crecimiento de la candidata del PT Dilma se viene acelerando a medida que se acerca el momento de las definiciones, y que los votos de Dilma vienen mayoritariamente del candidato Serra (PSDB).  En un seguimiento de 500 casos diarios con cambio muestral cada dos días hecho durante la última semana (total 2.000 casos), VoxPopuli registró a lo largo de ese periodo un aumento del 51% al 56% de intención de voto para Dilma, y una disminución del 25% al 21% para Serra. Como siempre (business are business), las encuestadoras/operadoras de campaña empezaron a corregir rapidito los datos que habían ido soltando... no sea que el papelón les muerda el negocio.

lunes, 6 de septiembre de 2010

Tijolaço: o melhor (blog Nac&Pop) do Brasil

Estoy siguiendo atentamente Tijolaço (del Diputado Carlos Daudt Brizola, más conocido como Brizola Neto) que es uno de los blogs políticos del campo Nac&Pop brasilero más seguidos por aquí. Quienes tengan interés en seguir el proceso pre-electoral y político de por aquí pueden agendarlo en los favoritos.

lunes, 30 de agosto de 2010

Más sobre el caso Papel Prensa

En medio de tanto ruido en relación al caso Papel Prensa SA (PPSA) se pierden las líneas maestras del caso y (para variar) las víctimas se convierten en sospechosos y los sospechosos en víctimas. No es cuestión de defender una fortuna hecha por una familia en la década del ´70 a base de sospechas de actividades ilegales (a nadie se le ocurrió por ejemplo cuestionar la base de la fortuna de la familia Martinez de Hoz?). Es cuestión de que en cumplimiento con el mandato de un fiscal de la Nación - Ricardo Molinas - de profundizar sus investigaciones sobre la ilegalidad del traspaso de una empresa a manos de un conjunto  económico que contribuyó activamente con la dictadura mediante el control de los medios de difusión. Es apenas cinismo defender a ese grupo diciendo que si se lo ataca se ataca la libertad de expresión. En relación a las descalificaciones que sufre permanentemente la Sra. Lidia Papaleo, es canallezco que no exista un mínimo de cuidado y de recato para con alguien que fue víctima de secuestro y torturas relacionadas con este mismo hecho. Aquí va recomendada una excelente nota de Eduardo Aliverti en Página/12 de hoy.

domingo, 29 de agosto de 2010

miércoles, 25 de agosto de 2010

Una canallada sin límites

Hoy leo en los diarios y algunos blogs el excelente discurso y la ejemplar decisión política de la Presidenta de la Nación, Cristina Fernandez de Kirchner respecto de Papel Prensa, una empresa cuya constitución sicietaria actual (es sabido) nació en una sala de torturas. Lo que es inconcebible es que algunos dirigentes de la oposición defiendan la forma en que las acciones de Papel Prensa fueron transferidas a Clarin, La Nación y La Razón. Todos los que alguna vez nos preocupamos de verdad por el problema de la libertad de expresión hicimos nuestros propios levantamiento de info, no ahora, sino mucho tiempo atrás, cuando periodistas realmente independientes hicieron las denuncias correspondientes ante organismos internacionales. Para los que se preocupan por esto pero no están muy al tanto, recomiendo la nota de Mario Wainfeld en Página/12 de hoy. En esa nota se presenta una buena síntesis del caso, y el autor hace además  un análisis político de la decisión de CFK con el que se puede estar de acuerdo o no (yo dejo aquí establecida mi plena concordancia). Pero discutir los datos duros, o desautorizar el informe porque lo firma El Sr. Guillermo Moreno es lisa y llanamente una guachada. Si el que lo hace viene del ambiente político, es simplemente una hijaputez porque no tienen derecho a no saber y/o a no infirmarse sobre esto. Si el que lo desmiente encima afirma cosas conocidamente falsas (como que la Sra Papaleo fue "chupada" en la época de la dictadura por razones ajenas al caso de la transferencia de Papel Prensa, o que esa operación fue realizada con el pleno consentimiento de las partes)... estamos en presencia de un/a canalla. Creía que estos tipos del autodenominado "Grupo A" ya no me asombraban. Sin embargo, en términos éticos, morales, políticos, de compromiso democrático y republicano, siemrpe consiguen perforar su propio piso. Manga de turros.

domingo, 22 de agosto de 2010

MARADONA (de Emir Kusturica)

Aquí se va a hablar de Maradona: el jugador también, claro, pero fundamentalmente de la peli de Emir Kusturica, documental dirijido y protegonizado por él mismo, el propio Diego Maradona, y la (siempre alucinante y) discreta participación de Manu Chao. La peli, lanzada en 2008 pero que llegó aquí ahora, te hace quererlo al Diego, de la misma manera que uno (que lo detestaba un poco) aprendió a quererlo viéndolo al lado de la cancha en este último mundial, pulsando los partidos, abrazando a los jugadores, protegiendo a los perdedores... La peli, como toda peli de Kusturica (tipo entrañable por lo que deja translucir), es sensible, cuestionadora, ácidamente humorística y es un lindo homenaje a un tipo que haciendo bien lo que sabía hacer se puso al hombro su dignidad y sus miserias, y se hizo cargo de ellas. Les dejo dos fragmentos musicales de la peli, que encontré en YouTube.



"La Mano de Dios" de Rodrigo, por Diego Maradona en el film de Emir Kusturica: homenaje de Kusturica a Diego Maradona.



"La vida tómbola" de (y por) Manu Chao en el film de Kusturica.

sábado, 21 de agosto de 2010

Para os amigos paulistanos: recomendo o Sindikat Jazz Club

O Sindikat Jazz Club é um barzinho/pub com uma salinha underground (literalmente) muito agradável, uma dúzia de mesas e espaços distribuídos no chão com almofadas e mesas de centro. O ambiente é intimista, bom para curtir uma boa banda de jazz o blues bem próximo dos músicos. Eu tive a sorte de assistir a Celso Salim e sua banda (não conhecia), acompanhando a belíssima voz de Bia Marchese (não tenho link para ela, mas procurem). Por se a ficha não caiu ainda: estou recomendando!

viernes, 20 de agosto de 2010

El 82% móvil... una oportunidad

Dificil exagerar la irresponsabilidad del proyecto de ley aprobado por la Cámara de Diputados que establece el piso del 82% móvil para las jubilaciones sin anclar ese aumento a ninguna fuente de financiamiento. Como decía Mario Wainfeld aquí, más que un proyecto de ley es un posicionamiento político, pero eso no hace a los que lo votaron menos sino más responsables. El colmo fue la frase dicha por el Diputado (PRO) Federico Pinedo: palabras más palabras menos dijo "si hay plata para hacer campaña repartiendo computadoras, entonces hay plata para subir las jubilaciones". Claro que si se hubieran subido las jubilaciones en lugar de repartirse computadoras, la frase hubiera sido la misma pero a la inversa. Esta frase explicita como pocas veces la intención del autodenominado "Grupo A" de disolver los apoyos al gobierno por parte de lso sectores más fragilizados de la sociedad argentina mediante la creación de un enfrentamiento ficticio de "pobres contra pobres" (como dice Nestor Sbarigi aquí). Y claro, los sectores progresistas (Proyecto Sur y Socialismo Popular) legitimando desde una tradición progresista las posiciones más conservadoras. Nada sorprendente, verdad? El contraejemplo es la excelente declaración de Martín Sabatella, poniendo las cosas en su lugar con mucha lucidez. 

Como sea, la salida teine que ser inteligente y por arriba: la propuesta es modificar el proyecto de ley aprobado por la Cámara de Diputados y reformarlo estableciendo las fuentes de financiación: impuestos a las rentas extraordinarias.

martes, 17 de agosto de 2010

Glifosato: toxicidad, papers y dinero

Un post muy breve para hablar del trabajo del Dr. Andrés Eduardo Carrasco, Profesor de la Universidad de Buenos Aires, embriólogo de primera línea. Tuve la suerte de tener una clase sobre bases moleculares del desarrollo embrionario con este tipo, que no debe ni saber quien soy. Pero fue de esas clases imborrables. Sólido, actualizado... lo recuerdo un tanto fanfarrón, tal vez esto sea apenas una injusticia de mi memoria... Lo cierto es que se cargó al hombro esto de ponerse a ver qué pasa con los efectos tóxicos y teratogénicos del glifosato, algo que viene siendo observado "a campo" en los lugares en los que la super-renta sojera se convirtió en una especie de sociopatía. En su número del 9 de agosto de este año, la prestigiosa revista Chemical Research in Toxicology publica este artículo científico firmado por el Dr. Carrasco y otros miembros de su equipo. El artículo está muy bien desarrollado, con diseños experimentales cuidadosos y sofisticados.

Como se comenta en esta nota de Página/12 de hoy, el Dr. Adrés E. Carrasco viene sufriendo agresiones, amenazas, maltratos y una campaña sucia con intenciones de desprestigiarlo desde que aparecieron las primeras difusiones de sus resultados sobre este tema. Desde aquí bancamos a la ciencia independiente, que a veces consigue sobreponerse a las presiones económicas y hacerse oir en medio de tanta berretada anclada a intereses politicos, económicos, mediáticos y/o personales. Desde aquí bancamos entonces, en esta, al Dr. Andrés Eduardo Carrasco.

domingo, 15 de agosto de 2010

Un poco (poquito) de política brasilera en época de campaña

Apenas un poquitín de política brasilera en estas épocas de campaña. El Presidente Luis Ignacio Lula da Silva, después de dos períodos de lo que para varios politólogos de Brasil y del mundo fue la administración de gobierno más brillante de la historia de Brasil, no puede presentarse nuevamente a elecciones. La Ministra-Jefe de la Casa Civil (especie de Primer Ministro) Dilma Rousseff fue entonces la elegida para intentar la sucesión y la continuidad de las líneas maestras de a Administración Lula. La elección de Dilma fue compleja, ya que fueron sondeados varios otros candidatos que, o no medían ni un poco, o no querían ser sucesores de Lula.

Aquí abro un paréntesis para explicar esto último, que es fundamental para entender el momento actual: Lula termina su gobierno con casi 80% de aprobación personal, y con 86% de aprobación en su gestión. Ningún candidato ni del PT ni de la oposición aspira razonablemente a superar esa marca, e incluso, como fue reconocido meses atrás por el principal candidato de la oposición, el actual Gobernador del Estado de São Paulo José Serra, la aspiración de máxima de cualquiera de los candidatos con chances es "que no se caiga". Por lo tanto, algunos posibles presidenciables aparentemente se juegan a que el próximo gobierno "se va a caer por lo menos un poquito" y tendrán la chance de "volver a poner la nave en el rumbo por el que va ahora". Cierro paréntesis.

Decía entonces que Dilma fue impuesta por Lula al PT, lo que en realidad no es exacto: nadie en el PT (e incluso mucha gente afuera del PT) discute el instinto político de Lula. Tanto Dilma como Serra son candidatos de pésima calidad oratoria y con un carisma de subsuelo (ver esta nota por ejemplo). Pero Dilma lo tiene a Lula bancando, y del carisma de Lula no hace falta hablar.

Dilma arrancó desde muy abajo, sin experiencia directa en ningún cargo de gestión, y con una hiper campaña mediática en contra. Sin embargo, ayer, uno de los diarios más "Serristas", la Folha de São Paulo (ver aquí) reconoció que en encuestas hechas por la empresa Datafolha (perteneciente al grupo Folha de São Paulo) Dilma tiene 41% de intención de voto contra un 33% de José Serra. Descontados los votos nulos y las abstenciones, Dilma estaría ya cerca del 47% de los votos útiles, lo que la colocaría a 3 puntos porcentuales de una victoria en primera vuelta. Puede ser vista una buena cobertura aquí. Bueno, parece que hay chances de que siga el progresismo en América del Sur. Pero lo interesante es que aunque gane Serra, dificilmente habría una vuelta atrás en temas fundamentales de Economía, Política Exterior (fundamentalmente Mercosur), Salud, Educación y Cultura. Como dije arriba: nadie es tan tonto de arriesgarse a cambiar todo y ser el responsable de "que se caiga". Y eso está implícito en los discursos de los dos candidatos principales: en un caso por convicción, en ambos casos por necesidad.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pérdida y recuperación de todos los datos (últimos seis meses) de mi computadora



Para luchar contra el pragmatismo y la horrible tendencia a la consecución de fines útiles, mi primo el mayor propugna el procedimiento de sacarse un buen pelo de la cabeza, hacerle un nudo en el medio y dejarlo caer suavemente por el agujero del lavabo. 


Asi comienza uno de los relatos de las Historias de Conopios y de Famas. Bien. En versión actual podría decirse que una adaptación posible es

Para luchar contra el pragmatismo y la horrible tendencia a la consecución de fines útiles, mi primo el mayor propugna el procedimiento de acumular seis meses de trabajo en tu computadora personal sin hacer back-ups actualizados, y dejar que la computadora suavemente deje de funcionar.

Sé que no tiene la poesía de un cuento de Cortazar, ni pretendo que tenga. es apenas la introducción a una pequeña historia paulistana. Acabo de pasar por la experiencia comentada arriba, y quisiera decir en primer lugar que ser un tanto pragmático no es una idea tan mala. Vamos al asunto entonces.
Para mi desesperación, mi computadora dejó de funcionar, y claro, el último back-up de disco que tengo es de unos seis meses atrás. Por suerte, existe en São Paulo un lugar, un barrio llamado Santa Efigênia. Siempre que uno va al centro de São Paulo pasa por ahí, o por lugares próximos. Barrio de situación geográfica nuclear en la ciudad, ya había sido caminado por mí una cantidad de veces. Sin embargo, siempre fue para mí un lugar de paso y nunca se me ocurrió ir por alla con la idea de resolver un problema delicado. Dada la fama del barrio, nunca se me ocurrió llevar mi computador (objeto precioso si los hay, mas por su contenido intangible que por su hardware). Fui a un pequeño negocio escondido en el fondo del piso superior de una galería. Para mi espanto había cientos de "notebooks" destripadas en cajas tipo archivo, y un muchacho que me atiende muy amablemente y me pregunta cual era el motivo de mi visita. Le muestro la máquina, inmediatamente hace el diagnóstico (casi sin mirarla), se la pasa a una chica que no debía tener mas de 22 o 23 años, y me ceunta que ese es un problema de diseño de ese modelo. Mientras habla, veo que la chica empieza a desarmarla con una espectacular precisión de movimientos. No sacó un tornillo de más, los tornillos salieron sin un rasguño, no se salio de lugar un contacto que no deba salirse... y me dijo que los datos no se iban a paerder. Cuando me dice que el trabajo a ser realizado consistía en la substitución de un chip de la placa madre me corrió un escalofrío por la espalda. Digamos que me imaginaba que me iban a hacer dejar la computadora por una semana, para decirme después que no habia nada para hacer. Para mi (grata) sorpresa, cuando le pregunté cuánto iba a demorar, me dijo "y... va a demorar un poco: hay que desoldar el chip quemado, conseguir el nuevo, soldarlo, pegar el disipador... esperar que la cola seque... re-armarla, probar que funcione... una hora y media". Y así fue. Como todos los paulistanos de ley, voy a volverme asiduo de "la Santa Efigênia" para resolver cuestiones relacionadas con electrónica y computación.

miércoles, 11 de agosto de 2010

Essaaaaa!!!! Siempre quise ser detective!!!!

Hoy recibí de la directoría de la institución donde trabajo una resolución en la que se me designa junto con otros dos colegas como miembro de una comisión para "investigar las ciscunstancias, autoría y eventuales responsabilidades relativa a la ocurrencia de hurtos, según consta en los expedientes...".

O sea, me voy a tener que poner a jugar a CSI, tal vez acabe mirando grabaciones de cámaras de seguridad, inspecionando el lugar de los hechos, poniendo una cinta negra y amarilla preservando la escena del crimen (no se lo crean, es chiste, eh?). Pero lo que es verdad es que la burocracia determina que dentro de esta institución tienen que ser los propios docentes e investigadores del Instituto los responsables por este tipo de acciones tendientes a aclarar estos hechos... pueden reirse: es un embole.

lunes, 9 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

Billy Joel y una de las más lindas canciones: Piano man

Hace unos días que vengo (como me pasa cada tanto con algunos clásicos) con esta bellísima canción en la cabeza: Piano man (de Billy Joel). Busque y busqué, y encontré este video en Youtube en el que el propio Billy Joel es el pianista del bar... disfruten!



La letra aquí.

martes, 3 de agosto de 2010

2 de agosto: día del Hijo de Puta (así, con mayúsculas)

El día 2 de agosto (aparentemente de aquí en adelante) se celebrará el "Día del Hijo de Puta". Una idea interesante, ácida, guarra, humorística, de lo mejor de las tradiciones argentas. Parece que la iniciativa apareció primero en la revista Barcelona, y la fecha fue elegida por el natalicio del dictador argentino (hoy reo de la justicia) Jorge Videla (el link es para que los lectores no argentinos interesados en profundizar sobre este personaje inspirador tengan una primera aproximación). En casi todos los blogs, en tweeter y en Facebook la idea rebotó positivamente, y si sigue así será institucionalizada, qué duda cabe? No deja de ser interesantísimo.



Tramo del programa 678 donde se discute la propuesta. Vale la pena.

Whatever works (Woody Allen)

El domingo fui a uno de esos cines antiguos en la Avenida Paulista: el Gemini. Es uno de los tipicos paseos de fin de semana que me encantan, y como si eso fuera poco fui a ver la última película de Woody Allen que llegó a São Paulo en marzo o abril y que todavía no había ido a ver: Whatever works, traducida al portugués como "Todo pode dar certo" y al castellano como "Si la cosa funciona" (por lo menos en España, por lo que vi en Argentina se estrena la próxima semana). La peli relata la historia de Boris Yellnikoff (Larry Davis), amargado por su excesiva lucidez (es tan lúcido que hasta es conciente de que está dentro de una película) que acaba relacionándose con una chica de interior, Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood) que llega sola y sin recursos a New York (esto lo ceunto porque esta en todas las sinopsis). La verdad es que la película vuelve a la mejor tradición de Woody Allen en mi opinión, trabajando de nuevo las ideas que lo preocupan (el azar en las relaciones humanas y con el mundo, la noción de libertad, el problema del conocimiento) e incluso reforzando (por repetición) algunas que son casi una firma de autor: Boris, el personaje principal, dice (palabras más, palabras menos: "the universe is a cold, dark and incredibly violent place"). Frase que conversa con afirmaciones previas como "[The universe is] haphazard, morally neutral and unimaginably violent place" (September, 1986); y "The universe is a chaotic, violent place, and we’re just specks and then it’s over" (Casandra´s dream, 2008). Independientemente de esto, la película es divertida, con un personaje principal y narrador que comienza advirtiendo al público que él es como es y que no está ahi para hacer una película linda. Los paréntesis para dirijisrse al público, también una marca registrada de Woody Allen, son agradables y divertidos, a pesar de que el personaje no es ninguna de las dos cosas. Vale la pena ver, divertirse, quedarse pensando y discutirla. Hay tela para rato con esta peli!


lunes, 2 de agosto de 2010

Un país, un gobierno, un proceso político

Hoy repasaba las informaciones políticas que gotearon durante la semana... hice ese ejercicio con ayuda del diario, en particular de dos notas: una de Mario Wainfeld, y otra de Horacio Verbitsky publicadas hoy en Pagina/12, y también con la ayuda de los comentarios en algunos blogs. Por un lado los anuncios de la Presidenta Cristina Fernández de Kirchner sobre los mecanismos de actualización de las jubilaciones y de la Asignación Universal por Hijo, junto con los anuncios mostrando una (todavía) lenta pero consistente disminución del desempleo, los aumentos constantes de las reservas del Banco Central (instrumento económico si los hay en la Argentina) a pesar de las previsiones catastróficas de algunos ex-funcionarios de la entidad junto con sus secuaces en el congreso y en varios de los partidos de la oposición... Por otro lado, también me lei una buena parte del discurso del Presidente de la Sociedad Rural Argentina, Sr. Hugo Biolcati, y vi las fotos espantosas de los asistentes a esa conmemoración que esa organización agraria realiza todos los años. 

Lo que importa es que se puso en marcha (de manera defectuosa en muchos casos, no siempre por los mejores caminos) una Argentina en la que los más vulnerables, los chicos y los viejos, están más protegidos. Del lado de los viejos se puede decir que las jubilaciones están llegando a casi un 100% de cobertura, con valores que mejoran año a año, y que el sistema de salud previsional está mejorando también. Del lado de los chicos se puede decir que casi ya no hay chicos pasando hambre, que hay más chicos yendo a la escuela, que disminuye el trabajo infantil, que aumenta el universo de chicos vacunados. Todo esto pasa. La verdad, en este contexto... hay que decirlo con todas las letras: todo lo demás sobre lo que se chilla en estos días, son pendejadas y pelotudeces.

jueves, 29 de julio de 2010

La evolución de las ideas del futuro

Cada sociedad construye su idea del futuro, expresa sus fantasías tecnológicas en su arte y su literatura futurista. Eso en cada lugar y cada tiempo. En la algunos casos, esas nociones de futuro son ampliamente superadas por la realidad, que avanza por ese mismo camino más alla de los límites de lo imaginado. En otros casos la realidad toma otros caminos. Hace dos días, estaba leyendo la contratapa de Página/12 escrita por Rodrigo Fresán y me dio curiosisdad la cita de una página de internet citado en esa nota: paleofuture. Paleofuture va recorriendo diferentes ideas del futuro en diferentes lugares y momentos desde fines del siglo XIX. Vale la pena que lo visiten.

miércoles, 28 de julio de 2010

Natura pervertida... a ver a ver... qué es?

Mi hermano Gustavo encontró y fotografió esto que se ve a continuación en tierras de San Luis, más específicamente en los alrededores de Merlo. Conversando con él surgió la preocupación: es un hongo o "un muerto enterrado con la cosa para arriba"? 

Foto: Gustavo D. Silber

Hagan comentarios, pero los voy a filtrar eh?

Colombia - Venezuela

Hace días que vengo pensando que debería hacer un ost sobre la situación penosa entre Colombia y Venezuela... penosa por donde se la mire. Me tomé varios trabajos que ni siquiera la mayor parte de los periodistas que cubrieron el asunto se tomaron, como por ejemplo ver la filmación de la sesión de la Organización de los Estados Aericanos (OEA) donde se trató el asunto y en la que la representación colombiana presentó las "pruebas" de la existencia de campamentos de las FARC en territorio venezolano (la presentación fue una vergüenza). La verdad es que el post no me sale. Hay mucho escrito sobre esto, la mayor parte de pésima a baja calidad. No voy a contribuir dado que no consigo garantizar que pueda aportar algo con un nivel sobre la media. Pero dejo constancia de la amargura y la preocupación que me produce esto.

martes, 20 de julio de 2010

Ley sobre el matrimo entre parejas del mismo sexo: hoy el post lo hace un amigo

El país donde nací y crecí tiene una historia de conquista de derechos civiles que por un motivo u otro fue interrumpida muchas veces. A pesar de que aún esta sociedad dista mucho de ser un modelo de tolerancia para el resto del planeta, y que a la noticia pueda restársele importancia (o al escuchar a mi propio hermano mayor, que opina que hay otros temas más urgentes para el país), no puedo dejar de sentir orgullo y alegría al ver que un congreso nacional debate y aprueba una ley que permite que la sociedad argentina sea más pluralista.

Esta ley, sumada a otras cosas que han pasado en los últimos años en el país, como por ejemplo: la anulación de la amnistía a los militares del proceso, la recuperación económica despues del colapso del 2001, la importancia que se le dio a la defensa de los derechos civiles, la creación de un ministerio de ciencia junto a politicas de mejoramiento del sistema científico, la tendencia integracionista con los paises del Mercosur (en especial, Brasil), la pérdida del poder político de la derecha y de la iglesia católica, la participación tranquila y alegre de la gente durante los festejos del Bicentenario... hasta el recibimiento festivo de una selcción nacional de fútbol derrotada!... Todo esto me hace pensar y sentir que hay algo que está cambiando para bien en Argentina.

La clave está, como siempre, en el tiempo y en la continuidad de estos cambios.


domingo, 18 de julio de 2010

Y ahora? el proyecto de ser nombrado Papa del Señor Bergoglio?

Una de las cosas que me llama la atención en relación con la enorme cantidad de material que hay para leer en Internet sobre la aprobación de la ley que permite el casamiento entre personas del mismo sexo y lo equipara al casamiento heterosexual, es qué pasa con las ambiciones del Señor Bergoglio de ocupar el cargo máximo dentro de la Iglesia Católica. No olvidarse de que el Sr, Bergoglio es (era?) una de las figuras que pintaba para sucesor del Sr. Ratzinger. Y parece dificil que la suceción tenga futuro para un señor que no puede evitar "que los putos se casen" en su propio territorio. Eso es por lo menos un puntito de yapa.  

jueves, 15 de julio de 2010

Podemos estar orgullosos

Hoy podemos estar orgullosos: dos leyes importantes fueron aprobadas esta semana.

1. La ley que permite el matrimonio de personas del mismo sexo con igualdad de derechos que el matrimonio heterosexual tradicional. El debate fue muy intenso, no siempre interesante, pero vale la pena darle una leída (aunque sea "en diagonal") a la versión taquigráfica. En breve, l texto completo de la ley. Esta ley hace de la Argentina un país mejor, un país en el que se refuerza la igualdad de derechos independientemente de las opciones de cada uno: un país más justo. Ganamos todos.

2. El Proyecto de ley de protección de los glaciares, que define estas formaciones como recursos estratégicos. Este proyecto de ley fue concebido para darle un marco legal a la protección de un recurso escaso en el mundo.

Ayer, la Argentina se convirtió en un país un poquitín mejor. Si es así, vamos bien.

domingo, 11 de julio de 2010

España campeón

Bueno, ya se sabe mi debilidad por España... y en este juego de favoritismos triviales que se juega en los campeonatos mundiales de fútbol, la Selección Española de Fútbol era mi tercera favorita despues de las de Argentina y Brasil (no necesariamente en ese orden desde el comienzo). Entonces, un saludo a todos los amigos de esa especie de tercera patria, especielmente a Paula, que se quejo en un mail porque no escribí nada sobre la participación de España en el mundial. A tomar mucho vino, a pasar la resaca, y a despertarse lúcidos mañana, que hay muchas cosas importantes por las cuales la España decente de hoy y de mañana debe seguir peleando!

Desaforados

desaforado, da. (Diccionario de la Real Academia Española)
(Del part. de desaforar).
1. adj. Que obra sin ley ni fuero, atropellando por todo.
2. adj. Que es o se expide contra fuero o privilegio.
3. adj. Grande con exceso, desmedido, fuera de lo común.

Desaforadas son las declaraciones que las autoridades de la Iglesia Católica Argentina, y en particular el Sr. Bergoglio emitieron (y emiten en estos días) en relación al proyecto de ley de casamiento entre personas del mismo sexo. Uno es argentino, y eso significa estar bastante acostumbrado a la intolerancia, al autoritarismo, a que los intolerantes y autoritarios traten a sus víctimas de intolerantes y autoritarios... pero francamente lo de esta gente es un poquito demasiado...

Las perspectivas de aprobación de una ley que ecualice los derechos y deberes de matrimonios entre personas del mismo sexo con los de los matrimonios heterosexuales parece despertar controversias. Sin embargo, este proyecto de ley es una prueba moral en una sociedad que dice querer ser justa, igualitaria. Veremos el miércoles próximo si la dirigencia política argentina consigue ser coherente con estos principios o se referencia en prejuicios medievales.

miércoles, 7 de julio de 2010

Brasil solidario (pirulo de tapa de Pagina/12)

Así fue el pirulo de tala de Página/12 de hoy:

PIRULO DE TAPA

SOLIDARIO

En el aeropuerto de San Pablo, el equipo de Canal 7 que trajinaba con cámaras, trípodes y una valija llena de cables y micrófonos fue llevado a la aduana. Allí los atendió un policía aduanero, grandote, que preguntó con rigurosidad y tono de sospecha por el contenido de los bártulos. Pidió los documentos y ahí le cambió el tono, ya con expresión de dolor compartido y solidario preguntó: “¿De Argentina?, con el fútbol ya tenemos bastantes preocupaciones, así que pasen sin problemas”.

martes, 6 de julio de 2010

El 82% móvil: una vuelta de tuerca interesante

Según la Ley 24.241 que crea y regula en SIJP (Sistema Integrado de Jubilaciones y Pensiones), el valor de las jubilaciones debería ser equivalente al 82% del salario recibido (de ahí 82%) ajustable en la misma proporción que el salario equivalente de un empleado activo (de ahí lo de móvil). No hay dudas sobre lo justo del reclamo histórico del 82% móvil para las jubilaiciones mínimas. Tampoco hay dudas sobre el objetivo destituyente (a través de la tentativa de desfinanciar al Estado) de la propuesta de la mayor parte de los dirigentes opositores... ese grupo de gentes que oscilan entre la irresponsabilidad crónica y la inmoralidad, cosidos todos por la máxima distancia posible entre lo que proponen y lo que siempre han hecho. Para decirlo sin vueltas: el reclamo del 82% móvil por parte del llamado peronismo disidente, el pan-radicalismo y el socialismo (aquí, nobleza obliga, hay que separar a Proyecto Sur que hizo una propuesta separada contemplando posibles fuentes de financiación) no está orientado a mejorar la situación de los jubilados sino apenas a empeorar la capacidad del Estado de financiar planes sociales para perjudicar al gobierno.

Desde el gobierno se advierte una seria tendencia a revertir la injusticia del sistema jubilatorio después de las reformas hechas en la década del ´90 (que consistió básicamente en una fenomenal transferencia de fondos del sistema previsional al sistema financiero). Sin embargo, mostrar predisposición para revertir un sistema injusto, una ética política diferente, y sin dudas buenos resultados (la Argentina ha construido después de 2003 uno de los sisteas jubilatorios más abarcativos de América Latina) no es suficiente. Y el hecho de que la propuesta del 82% móvil provenga de sectores destituyentes no es excusa para no pensar hasta romperse la cabeza en cómo posibilitar esto. En este sentido, desde aquí saludo la propuesta de Nuevo Encuentro, publicada hoy en Página/12.

ACTUALIZACIÓN

Apareció este post interesantísimo sobre este tema en el blog homoeconomicus... gente que sabe hablando. Escuchemos (o leamos).

sábado, 3 de julio de 2010

Terminó el sueño argentino

De nuevo, como dice el preparador técnico Fernando Signorini aqui, es fútbol, es un juego. Como en todo juego hay misterio, hay justicia e injusticia, y como en todo juego que se juega bien, los protagonistas se juegan la vida hasta que termina, pero hay que saber que cuando termina, terminó. La Selección Argentina tuvo un mal día. Un mal día de la Selección Argentina es mucho mejor que un mal día de muchas otras. Pero frente a esta Alemania que fue enfrentada hoy, un mal día fue letal... y el resultado tuvo toda la justicia del mundo. A juzgar menos, a extrapolar menos, a ponerse las pilas cada uno en lo suyo. Estos pibes dejaron todo, y eso merece respeto. No alcanzó y eso siempre es una pena. Ganaron los mejores y eso siempre está bien. Y es sólo un partido de fútbol. Pero a veces el fútbol es así, como casi todo lo demás.

Terminó el sueño brasilero

Ayer, como todo el mundo ya sabe, terminó el sueño brasilero de ganar por 6ta. vez el campeonato mundial de fútbol. Como dice Fernando Signorini (ver aquí), no es algo importante en sí mismo. Pero cuando todo se configura para que la vida gire (aunque sea por unos ratos) alrededor de ese tipo de cosas, eso que no debe ser importante se convierte en algo central. Además, quién no reconoce que el fútbol es uno de los elementos culturales centrales de estos tiempos está probablemente mirando otro canal: la cantidad de cuestiones identitarias en términos de tradiciones, relatos que nos unen a equipos que representan países, la épica de (a pesar de todo/s y contra todo/s) ganarle al más fuerte es insoslayable. Si alguein no se convence es sólo parar para pensar que la mayor parte de las metáforas lingüísticas de nuestro día a día son inspiradas en (o por) lo que se ve en las canchass. En fin, no se puede dudar que con o sin sentido, el partido de ayer era importantísimo. 
Ayer, todo empezó aquí en Brasil como un día preparado para festejar: asueto laboral y administrativo en prácticamente todas las empresas y reparticiones públicas, gente que compraba hasta 100 kg de carne y cantidaes de ese tenor de cerveza para el asado con los amigos, nadie en las calles desde temprano... después del mediodía no dejaba de impresionar ver a gente llorando o verdaderamente triste porque ese conjunto de personas que hacen de su trabajo un juego y de su juego un trabajo simplemente no pudieron, o tuvieron un mal día, o no estaban tan inspirados... esas cosas que nos pasan tan frecuentemente, no? Espero que hoy, en Argentina - Alemania se disfrute de un buen partido, que el resultado no importe mucho, en todo caso que no haya gente llorando por dos motivos: 1. porque espero que la Selección Argentina de Fútbol gane; 2. porque el resultado no es tan importante.

viernes, 2 de julio de 2010

De nuevo Diego Maradona: un pedido de disculpas y un reconocimiento del New York Times

Rob Hughes, periodista deportivo del New York Times, publicó hoy en su suplemento de Deportes un notable pedido de disculpas  a Diego Maradona. El texto completo a continuación, pero recomiendo verlo en la página de la versión electrónica del diario. Debe estar muy bueno ser Diego Maradona hoy, no? y de paso... qué bueno que estaría que cada uno que dice una imbecilidad sobre el laburo de otro reconozca públicamente que se equivocó, que las cosas estaban yendo bien... que independientemente del resultado que se obtenga, el sentido ético y estético de lo que se hizo justifica el riesgo del fracaso o de quedar a mitad de camino... me quedo esperando, seguro que hay millares de periodistas honestos en la Argentina que están escribiendo sus autocríticas y sus pedidos de disculpas... y no sólo a Diego Maradona y su Selección, eh? Va el artículo.
Dear Diego: It is high time that we critics say sorry, and thank you.
We misjudged your appointment as coach. We believed that Julio Grondona, the 78-year-old president of Argentina’s soccer federation, had lost all sense of reason in asking you, a fading icon without a coaching badge, to pick up a broken national team and lead it through this World Cup.
Well, so much for so-called expertise.
Whatever happens between Argentina and Germany in Cape Town on Saturday, your team has been the joy of this tournament.
You have breathed life into an overly cautious era in the sport. Your players — Lionel Messi, of course, and Carlos Tévez, Gonzalo Higuaín and others — have blown away inhibition.
The talent is obvious, even to us failed know-it-alls. The group of players you inherited was clearly unbalanced. You have more forwards than you need, and too few defenders of real quality.
Even so, most certified coaches would set out to do what Brazil did during the course of the tournament — defend in greater numbers and attack only sporadically.
Not so, Maradona. You liberate the team, play to its strengths, attack, attack, attack.
And when you give license the way you have to Messi, Tévez and company, you also liberate us. When your team rips apart the caution of opponents, we feel like children who all want to be attackers.
Your antics on the sideline personify this.
We are not fooled, Diego, by the gray suit and the polished shoes. We see through that formal attire to a man reliving his youth, a man of 49 who was the devil-may-care genius in 1986. A man who went to Germany for the last World Cup, dressed in a player’s jersey, cheerleading from the stands.
That enthusiasm reminds us that soccer is a simple game. Your team has superior attacking skills, so let it play to its nature.
It sounds, and looks, so obvious. Germany represents a real challenge, especially to your defense. Yet we’re not sure you care about any opposition. The further your team goes, the closer you get to stripping away the myth and mystique that team management is a science and that a manager can only succeed through years of study of the manual.
I don’t imagine you reading any books on how to be successful in your game. Having been on the streets of the villa miseria Fiorito, the slum you grew up in outside Buenos Aires, I can understand that books are hogwash to you.
A manual for anything written by outsiders would not have taken you out of that impoverished, but in some ways happy, place. Your skills did that. And even Englishmen who cursed the Hand of God goal you fisted in during the 1986 World Cup had to acknowledge the genius with which you outwitted six men to score a second in that game — the Goal of the Century.
Genius, playing to your own rules.
Still, when Grondona, the Argentine soccer federation president since before anyone had even heard of Maradona, turned to you as coach, we all flipped.
How could this work? How could a player who burned himself out on drugs, alcohol and an apparent inability to cope with life beyond the final whistle be the guide and mentor to players who appeared lost and disillusioned by their own national federation?
Better-placed critics, men who had led Argentina to its two World Cups, feared for their country and for you.
Many agreed with Daniel Arcucci, a columnist for La Nación, who wrote last year, “Maybe Maradona is risking too much, as always in his life — even his status as a myth.”
Arcucci wasn’t alone in that fear. None of us imagined what we are seeing now.
History is against your team going all the way.
You know, but probably do not care, that only two men have won the World Cup as a player and a coach. Mário Zagallo played for Brazil when it triumphed in 1958, and was the coach in 1970. Franz Beckenbauer captained Germany to the title in 1974, and was its manager in 1990.
What you are attempting is closer to Beckenbauer than Zagallo. Beckenbauer had no background on the sideline, no piece of paper verifying him as a tried and tested coach. Instead he had, and has, the aura of his status as his country’s greatest living player.
Zagallo was the opposite. An industrious winger in his time, steeped in the coaching ethos, he stepped in when Brazil’s federation fired João Saldanha weeks before the World Cup.
Saldanha was your type of guy, Diego. He loved irreverence; he debunked the coaching stereotypes. He let great players play. He shared with them a love of just being the best that a man could be.
You told us that your message to Messi was simply to say nobody ever told Maradona where to play, so you shouldn’t have to tell Messi where to play, either.
Interesting, because we thought there might be friction between the man who was Argentina’s most magical player and the only man since who might challenge that designation.
If that is another misconception, it’s time to say mea culpa, and mean it.